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Historiadora brasileira defende organização coerente dos arquivos

fevereiro 22, 2008 Notícias Não há comentários
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A historiadora e arquivista brasileira Ana Maria Camargo afirmou hoje, em Luanda, que a organização coerente de um arquivo documental ou fílmico torna-se num elemento fundamental para melhor exploração das informações nele disponíveis.

A historiadora fez esta afirmação na abertura da primeira sessão do seminário sobre os arquivos, a decorrer até sexta-feira próxima, numa promoção do Arquivo Histórico Nacional.

A arquivista exemplificou que ao efectuar a arrumação dos documentos que datam desde a época colonial, deve-se fazer um guia ou uma listagem sobre as informações existentes de modo a facilitar os pesquisadores.

Elucidou que a listagem permite ter uma visão mais panorâmica e suscita dos documentos que as instituições produzem e arquivam, desde as actas, relatórios, livros, entre outros.

“Organizar os arquivos significa indicar os principais documentos existentes, as quantidades, datas, conteúdos dos documentos para bem dos investigações e do país, considerando que nesta documentaçãoconsta a história de um povo e das instituições”, referiu.

Por sua vez, a director geral do Arquivo Histórico Nacional, Rosa Cruz e Silva, considerou igualmente importante a criação de um guia ou listagem, por ser um dos principais instrumentos de descrição de um arquivo.

Lembrou que foram produzidos, na década 60 e 70, os roteiros topográficos, os quais registam a informação da actividade da administração colonial, mas que não corresponde, nalguns casos, com a realidade dos documentos em causa.

Por esta razão, advertiu a directora do arquivo historico, torna-se necessário capacitar os funcionários das instituições afins, para a reconstituição desses dados.

Pontualizou que a reconstituição orgânica das instituições, que produziram documentos valiosos na época colonial, ajudará os órgãos de comunicação social, ministérios e outros sectores, a recuperar os dossiers e temas importantes eleborados em Angola naquele periodo.

No seminário participam arquivistas dos ministérios, instituições estatais e privadas, bem como funcionários do arquivo histórico nacional.

Fonte: AngolaPress


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