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Iniciativa privada abre espaço para arquivistas

22/01/2009

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Embora ainda mais solicitado em órgãos públicos, o arquivista vem ganhando espaço na iniciativa privada.

“A informação é fundamental para o processo de negócios. Antes, os empregos estavam mais restritos e ligados ao patrimônio e a memória. Agora a informação virou um produto”, avalia a presidente da Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB), Lúcia Maria Velloso de Oliveira.

Segundo Lúcia, a iniciativa privada ainda contratar estagiários, que acabam, muitas vezes, realizando

funções de profissionais graduados, com uma certa frequência. “Mas cada vez mais as empresas estão tomando consciência. Nenhuma empresa existe sem arquivo; mesmo que não saiba disso”, aponta.

Para exercer a profissão, é necessário ter concluído o curso superior de arquivista, de acordo com a regulamentação da carreira. Até o momento, no entanto, não há um conselho de classe ao qual o arquivista tenha de se registrar.

Perfil do profissional

As características valorizadas no arquivista são um perfil de gerenciamento e o gosto pela leitura, afirma Lúcia. “E a pessoa tem de saber lidar com o ser humano”, diz. Isso porque o profissional do arquivo não é mais aquela pessoa mergulhada nos papéis.

“O usuário é nosso cliente. Trabalhamos com memória pessoal até arquivos empresariais. E o usuário precisa das informações no momento, para a tomada de decisão e evitar novo trabalho de procura”, aponta.

O gosto por diversas disciplinas também facilita o trabalho: isso porque, conforme a empresa, o arquivista tem de aprender o conteúdo dos documentos com os quais vai trabalhar.

A área não tem um piso salarial definido. Mas a Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB) estima que a média salarial para o recém-formado varie de R$ 1.300 a R$ 2.000. Já para o profissional experiente as remunerações variam de R$ 3.000 a R$ 5.000.

Fonte: Guia de Carreiras – G1 – Indicação da estudante de Arquivologia Adjenane Vidal (UFBA)

Comentários

13 comentários para “Iniciativa privada abre espaço para arquivistas”

  1. Sergio Almeida em 2/02/2009 14:14

    que ótimo que as instituições privadas estão abrindo espaço para nós arquivistas!!!!

  2. Salomão Praia em 1/03/2009 20:16

    Estou cursando arquivologia, estou no primeiro período é acho muito importante esse espaço dado a nós profiissionais, que só queremos contribuir com meio de informação mais organizado preservando o patrimônio^cultural.

  3. Salomão Praia em 1/03/2009 20:18

    Estou cursando arquivologia, estou no primeiro período é acho muito importante esse espaço dado a nós profiissionais, que só queremos contribuir com o meio de informação mais organizado, preservando o patrimônio cultural.

  4. Geraldo souza em 26/03/2009 15:25

    sinceramente o curso não passa de uma glamourização de uma ação coletiva em que o individuo não fará nada mais nada menos do que arquivar documentos correntes e desarquiva-los quando necessario, sou formado pela UFBA(Universidade Federal da Bahia) e me irritava constantemente ao perceber que o assunto que levava um semestre para ser passado poderia ser resumido em 3 dias, e nao adianta achar que memoria é importante, o curso deveria se chamar “Ciência da Informação” e não arquivologia, até em apostilas de concursos publicos é possivel aprender em 40 paginas o que levamos 4 anos(sendo enrolados) para aprender, pelo amor de Deus esse curso deveria ser técnico e não de ensino Superior, eu passei pelo mercado de trabalho com muito conhecimento,
    voce vai ganhar realmente em torno de 700 a 1200(nunca mais que isso), quem ganha mais que isso é porque conhece alguem de influencia em algum orgão publico, no privado não passará de 1500, terá sua função (que qualquer outro é capaz de fazer, mesmo quem se forme pelo Senac em um curso de 40hs chamado protocolo e arquivistica) sempre sobre risco de ser substituido ao menor deslize por outro profissional ou por um estagiário, muitos vão dizer é um caso isolado, bem se voce quer viver uma vida medíocre pensem como eles, os professores naão são cientistas eles só estão ai por causa do dinheiro, não se enganem, no final o máximo que você vai fazer é mandar em um dois estagiérios em uma sala repleta de documentos(e muita sinusite o ano inteiro), quanto a tecnologia não aprenderá nada sobre redes na matéria de redes e o máximo que aprenderá a fazer é escanear, digitalizar e decupagem, nada além disso,
    o perfil do arquivista de verdade não é o de gestor da informação pois contrariando todos esses escritores imbecis da area “gerir muito alem de organizar e administrar é acrescentar algo, modificar controlar” ser arquivista de projetos de engenharia não te torna um engenheiro, te torna apenas o “guardador de plantas”, a maioria dos meus colegas eu diria que 70% estão fazendo outro curso(20% são preguiçosos e 10% não tem auto estima) incluindo a mim, por isso eu digo meus amigos, saiam enquanto é cedo a tendencia é que esses cursos se desestabilizem,
    biblioteconomia mesmo na UFBA esse ano o indice de desistencia na matricula foi de 80%, existem ate projetos (isso nenhum professor fala) de o curso se transformar em EAD(educação a distancia) em muitas faculdades particulares, ai sim a concorrencia por emprego nao vai mais depender da pouca oferta de profissionais, não acho que o curso deva ser extinto, ele é válido, sempre haverá pessoas para ocupar essas areas, o que acho é que deveria ser reduzido para 2 anos no máximo, os professores e os coordenadores sabem que é possivel, mas não é lucrativo pro curso pois diminuem os investimentos.

  5. Washington em 26/05/2009 18:58

    é incrivel, que no ESTADO DE SÃO PAULO, só existe a UNESP-MARILIA, que oferece Graduação tão importante.
    Não temos curso técnico em arquivo, nem mesmo ensino superior a distância.
    Infelizmente temos vários gestores que não entendem nada de documento, gerindo esta área.
    Em resumo se guardam documentos desnecessários, e se jogam fora os importantes, nem utilizam como parametro a legislação arquivistica.
    Quando teremos ensino superior em faculdades privadas de arquivologia?
    quando teremos ensino superior á distância?
    é natural que quanto mais conhecimento referente a seus direitos o cidadão possuir, mais documentos serão solicitados, principalmente em Hospitais(prontuário paciente)…
    é natural que quanto mais advogados se formarem, mais documentos serão solicitados…
    Estamos carentes de graduação em arquivologia no ESTADO DE SÃO PAULO, será que existe alguma unidade da federação que gera mais documnetos do que o ESTADO DE SÃO PAULO???
    Quantos Profissionais se formam na VUNESP por ano??
    Gostaria de fazer um curso de arquivologia, e a única opção é largar tudo e mudar para MARILIA, absurdo!!! Mas quem mora no ESTADO DE SÃO PAULO SÓ TEM ESSA OPÇÃO!!!

  6. Marcelle Souza em 2/08/2009 19:58

    Estou em um curso pré-vestibular e viso cursar arquivologia futuramente, porém, confesso o que o Geraldo Souza comentou mais acima me assutou um pouco, te alguém que vá contra a opnião dele? Esse problema da remuneração baixa não seria solucionado ou pelo menos reduzido com uma pós graduação, mestrado?
    Etava bastante esperançosa, agora estou decepcionada, qualquer informação será de grande valia, desde já, grata!

  7. Ricardo Sodré Andrade em 2/08/2009 20:37

    Marcelle, sou formado pela UFBA e posso dizer que alguns colegas estão ganhando bem como funcionários públicos, não por “conhecerem alguém de influência”, mas por terem passado em concursos que, por sinal, estão acontecendo com cada vez mais frequência.

    Os profissionais formados estão até mesmo se dando o luxo de perceber que alguns concursos no Brasil até ficam sem nenhum profissional inscrito, acredito que isso ocorra por conta da oferta de vagas, que é grande o suficiente para que as pessoas desprezem vagas em outros estados do Norte e Nordeste. Recentemente tivemos a notícia de um concurso pra uma universidade do Rio de Janeiro com 21 vagas e um que ocorrerá para o Ministério da Saúde com 50 vagas. Sem contar as outras inúmeras de universidades e outros órgãos públicos, alguns com salário de mais de 14000 reais. Claro, ainda há as vagas para docentes nos novos cursos criados, caso queira seguir carreira acadêmica.

    Na iniciativa privada não temos grandes salários, mas existem sim pessoas ganhando cerca de 2000 a 3000 reais sem precisar de pós-graduação. Sem falar de alguns empreendedores que estão ganhando mais do que isso. Se eu fosse fazer meu vestibular hoje, sabendo o que sei, faria Arquivologia novamente.

    Abraços! :)

  8. Fabiana em 28/01/2010 20:55

    Boa Noite…Olha, concordo em parte com o Geraldo. Sou arquivista e acho que não somos valorizados. Na graduação os professores “glamurizam” a profissão, e não há glamour nenhum. Os concursos públicos são poucos e as vagas ínfimas, perto do que seria necessário, e nas universidades, existem os apadrinhados que são privilegiados nas vagas em especializações e de docência! Então, ser arquivista é bom, mas se vc puder, faça outro curso afim (biblioteconomia ou história ou TI), pq aí sim há vagas em concursos. Trabalho na área e há sim por parte do empresariado aquela visão de que ” se tem um colaborador que faz por R$ 550,00, pq vou pagar R$ 1.500,00????” . Claro que temos a responsabilidade da documentação, mas nesse país, isso não conta.É só lembrar do caso dos documentos que “sumiram” no caso Dilma e da servidora da Receita (lembram?). Precisaríamos é estar presente em massa no serviço público!!!Aí sim muita gente ia tremer ao ouvir falar em documentos. Um abraço.

  9. aline muniz em 11/02/2010 18:05

    Sou formada em arquivologia e estou muito decepcionada, não consigo arranjar emprego, já estou a 6 meses desempregada. Durante o curso é super fácil arranjar estágio, agora depois da formatura é que começa o sofrimento. Não estou tentando desistimular ninguém , apenas estou espondo a realidade.

  10. mateus em 15/02/2010 16:26

    Olha eu to entrando no curso de arquivologia esse ano, na Unesp de marilía , não ato entrando no curso pra ganhar rios de dinheiro, e talz, mais pq acho uma profissão legal de se fazer, espero não gostar do curso e concluir minha faculdade…
    abraços te mais

  11. Gilberto em 22/02/2010 16:33

    No meu caso estou Precisando de um Proficional na areá e não estou emcontrando os que tem são Fucionarios publicos

    Gilberto Recife – PE

  12. Carla em 4/03/2010 19:05

    Ao meu ver o curso de Arquivologia é maravilhoso,estou no 7° período e não vejo problema algum a respeito do mercado de trabalho.Se você não consegue emprego ,é porque não se capacitou sauficientemente e , nem teve experiências para trabalhar em empresas privadas.O mercado de trabalho ,principalmente o setor privado estão exigindo cada vez mais pessoas capacitadas em determinada área.Se não está conseguindo emprego,estude para concursos públicos,aproveite as vagas que temos,pois,a cada dia está crescendo o número de concursos com vagas para Arquivista.O curso é maravilhoso,apesar de cansativo,mas ,vale a pena.
    Depois vem a recompensa!

  13. diego em 5/03/2010 22:04

    Eu concordo com o geraldo, em parte. Nós ficamos um semestre sendo enrolados aprendendo um conteúdo que poderia ser dado em três dias. Enquanto isso, disciplinas relacionadas a tecnologia da informação são raras e mal administradas. Mas uma coisa eu acho, tem profissionais que são muito medíocres. Eu tenho colegas que não se prestam a ler um livro sobre arquivologia. Daí quando se formarem esperam o que, ganhar rios de dinheiro? Pessoas assim só vão conseguir ficar mexendo em papéis mesmo.

O que você tem a dizer?





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