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Arquivistas do futuro

agosto 26, 2010

A reportagem Futuro Próximo (agosto), mais especificamente o item sobre carreira de gerente de memória institucional, tem gerado um certo burburinho entre os nossos leitores. Os profissionais da área têm razão ao dizer que as competências citadas na matéria, como pesquisar, consolidar e armazenar de forma organizada a memória institucional da empresa, são mais adequadas ao arquivista.

A leitora Ana Suely Pinho Lopes, formada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará e em Arquivologia pela Universidade de Brasília, nos esclarece que é o arquivista que faz a gestão dos documentos físicos e eletrônicos da empresa com o apoio da tecnologia, embora o bibliotecário também trate dos sistemas de informações. Mas vejam o que ela diz sobre o futuro da profissão: “Este profissional está tendo uma grande oportunidade e atuação no mercado à medida em que as organizações vão tomando consciência do poder da informação tratada e organizada, do seu valor estratégico para a tomada de decisão. Como gestora da área de informações, um dos meus grandes desafios hoje é reter profissionais de arquivo, sejam estagiários ou analistas, pois sua importância no mercado já é uma realidade. O futuro é promissor e as oportunidades são imensas.”

Pelo visto, o mercado já está em evidência.

Fonte: Blog Voce S.A.

Vice-presidente exige devolução de “troféus de guerra” do Brasil

março 4, 2010

Em discurso comemorativo aos 140 anos do fim da Guerra do Paraguai, o vice-presidente do país, Federico Franco, afirmou que a “cicatrização do povo paraguaio” só começará depois que o Brasil devolver um suposto arquivo militar e o canhão “Cristão”, hoje em exibição no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.

“O meu país nunca vai cicatrizar a ferida da epopeia de 1865 a 1870 se o Brasil não devolver o arquivo militar que injustificadamente retém hoje, como também o canhão Cristão, que devem retornar ao Paraguai para que se inicie a cicatrização do nosso povo”, afirmou Franco.

O vice-presidente disse esperar “que essa mensagem chegue ao presidente Lula” para que a devolução seja feita “antes cedo do que tarde”. Para ele, é “incrível” que o Brasil ainda mantenha troféus da guerra.

Franco participou na condição de presidente em exercício de ato na cidade de Cerro Corá, onde o ditador paraguaio Francisco Solano López foi morto por tropas brasileiras, dando fim à guerra. O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, estava no Uruguai, por isso não se pronunciou.

Em exibição no Museu Histórico Nacional, o canhão Cristão recebeu esse nome porque foi construído a partir de sinos de igreja. A arma foi apreendida em fevereiro de 1868, quando o Brasil tomou a fortaleza de Humaitá, no rio Paraguai. Já um arquivo militar provavelmente não existe, garante o historiador Francisco Doratioto, autor do livro Maldita Guerra, um dos estudos mais importantes sobre o período.

Fonte: Jornal do Comércio

Arquivistas do Estado do RJ tem piso salarial aprovado

dezembro 29, 2009

A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou nesta segunda-feira, dia 21 de dezembro, o Projeto de Lei 2790/2009 que institui pisos salariais no âmbito do Estado do Rio de Janeiro para diversas categorias profissionais.

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Única foto da primeira viagem ao Pólo Sul é encontrada na Austrália

outubro 7, 2009

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A única fotografia conhecida da expedição que alcançou pela primeira vez o Polo Sul foi encontrada nos arquivos da Biblioteca Nacional da Austrália, segundo informações da agência estatal AAP.

Harald Ostgaard Lund, um historiador norueguês, descobriu a imagem após analisar durante meses mais de 700 mil imagens da galeria digital da instituição. A fotografia, datada de 1911, mostra o explorador norueguês Roald Amundsen na sua chegada ao ponto mais meridional do globo.

Ela foi tomada pelo fotógrafo australiano Edward W. Searle e incluída em seu álbum Vistas da Tasmânia. O historiador viajou à Austrália no começo do ano na busca dos originais das cópias das imagens cedidas pela família de Amundsen ao Museu Nacional da Noruega.

“Com tantas fotos antigas em nossa coleção, foi quase um milagre poder encontrar esta tão valiosa”, afirmou a diretora da Biblioteca Nacional da Austrália, Linda Groom.

Amundsen chegou ao Polo Sul dia 14 de dezembro de 1911, ganhando a corrida de 34 dias contra o aventureiro britânico Sir Robert Falcon, que perdeu a aposta por empregar cavalos mongóis em vez de cachorros para puxar seus trenós. A fotografia será cedida nas próximas datas à Noruega, que em 2011 celebrará o centenário da proeza.

Fonte: Agência EFE / Terra

EUA devolvem à Alemanha livros do século XVI roubados em 1945

outubro 6, 2009

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WASHINGTON, EUA — Dois livros do século XVI, que um soldado americano levou da Alemanha no final da Segunda Guerra Mundial, foram restituídos a Berlim pelo Arquivo Nacional de Washington.

A epopeia rocambolesca das duas obras, uma de 1573 e outra de 1593, começa no fim da Segunda Guerra Mundial. Enquanto a Alemanha nazista caía, as autoridades planejavam trasladar milhares de livros valiosos e outros objetos para uma mina de sal em Hesse (centro-oeste) para protegê-los.

Em abril de 1945, o teniente americano Robert E. Thomas encontra as duas obras na mina e decide se apropriar delas como “recordação”, segunod a explicação que deu na cerimônia de restituição das obras neste terça.

O mais antigo dos livros se refere aos estatutos da Prússia. O outro, publicado 20 anos depois, é um comentário, em latim sobre direito romano.

O ex-soldados, hoje com 83 anos, guardou os dois livros durante mais de 60 anos em um local protegido de sua casa.

Um dos livros será enviado para o museu da diocese de Paderborn, e o outro para a biblioteca da Universidade de Bonn, seus donos legítimos antes da guerra.

Fonte: AFP

Comprovante de quitação acaba com pilha de recibos

agosto 17, 2009

Conta de água de maio de 2004. Fatura do cartão de crédito de setembro de 2006. Recibo da mensalidade do condomínio de janeiro de 2008. A partir do próximo ano, guardar em casa estes papéis se tornará desnecessário.

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Inventário Analítico e transcrições da Coleção Euzébio José Antunes

abril 6, 2009

O Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional, comunica que já está acessível ao público o Inventário Analítico e as transcrições da Coleção Euzébio José Antunes que reúne um total de 188 documentos. Grande parte dessa documentação é constituída de correspondências pessoais e oficiais: minutas referentes à Companhia Nacional de Navegação, ofícios, relatórios, recibos, planos de ataque, recortes de jornais, etc.

Essa coleção traz informações preciosas ao resgatar a memória da Marinha de Guerra do Império, sobretudo no que diz respeito à sua participação decisiva nos episódios da Guerra do Paraguai.

Enviado por Rosângela Bandeira, do Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional.

Após chuvas, documentos tem que ser recuperados em Ibiraçu (ES)

janeiro 23, 2009

As fortes chuvas que atingiram Ibiraçu no início do mês de janeiro provocaram grandes perdas para a população e para a história do município.

Além de mobílias, roupas e alimentos que se misturaram à lama formada pelas águas das chuvas e dos rios Taquaraçu e Perobas que transbordaram, a inundação também atingiu os prédios públicos da cidade.

Para recuperar os arquivos jurídicos e os documentos históricos do município, o Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES) atua no município, em parceria com o Poder Judiciário.

Uma equipe formada por servidores do Poder Judiciário recebe instruções sobre a recuperação dos arquivos.

O material a ser recuperado foi colocado nas arquibancadas do ginásio poliesportivo Dr. Antônio Barroso Gomes e, desde o último dia 14, os servidores manipulam os papéis.

Utilizando a técnica de ventilação, em que ventiladores são usados para a secagem da umidade, a equipe está recuperando os arquivos e os documentos.

Fonte: Gazeta Online

Governo de Alagoas investe na reestruturação do Arquivo Público do Estado

janeiro 9, 2009

Desde que passou a ser ligado ao Gabinete Civil, o Arquivo Público de Alagoas vem passando por uma série de ações que visam estruturar e dar condições para que sua função de guardar e preservar livros e documentos relativos à vida administrativa de Alagoas seja cumprida com a excelência necessária.

O secretário-chefe do Gabinete Civil, Álvaro Machado, ressaltou a importância de manter viva a memória de Alagoas por meio da conservação do seu patrimônio histórico. “O Gabinete Civil é um dos maiores produtores de documentos do Estado. Isso é mais um motivo para que trabalhemos de forma eficaz e com toda atenção possível para a reestruturação do nosso Arquivo Público”. Álvaro Machado disse ainda que em 2008 foi iniciada uma forte política de valorização da memória do Estado de Alagoas, através de incentivos e apoio a uma série de ações.

Dentre as ações estruturantes realizadas no Arquivo Público está a implantação do controle da luminosidade artificial no pavimento térreo, visando o racionamento de energia elétrica e prevenção a incêndios; além de combate à infestação de insetos em todo o prédio, visando à preservação do acervo. Foi feita também a implantação da infraestrutura necessária para o acesso à internet e a aquisição de parte do material necessário para melhor funcionamento do Arquivo e melhor suporte ao público.

Em relação ao acesso a informações bibliográficas, importantes para o enriquecimento do acervo do APA, uma das principais ações foi a inserção do Arquivo Público numa base de dados de âmbito nacional, denominada de Biblivre, a partir do qual é possível o intercâmbio de informações com todo o mundo, com livre acesso.

Foram feitos também levantamentos dos periódicos, cujos suportes necessitam de reparos ou restaurações, e, também, uma listagem bibliográfica do acervo existente para posterior catalogação e acesso do público.

Neste sentido, o diretor do Arquivo Público, professor Geraldo da Silva Filho, ressalta ainda a montagem da exposição permanente do acervo bibliográfico que já está disponível, além do recebimento parcial da coleção digitalizada dos Diários Oficiais do Estado, referente ao período de 1912 a 1952. “Arquivos oficiais dispersos e sem identificação não cumprem seu papel social. Aos poucos, a sociedade está tendo acesso a um acervo mais vasto, devidamente catalogado e organizado”, afirmou.

Outra ação de destaque foi a implantação da Comissão Mista, formada por representantes do governo do Estado e de entidades parceiras, com o objetivo de reestruturar organicamente o Arquivo Público e reavaliar a Lei nº 6.236, de 06/06/2001, que instituiu o Sistema Estadual de Arquivos.

Com o intuito de recolocar o Arquivo Público de Alagoas entre as principais instituições do setor no país foram realizados minisseminários ao longo do ano passado, para fomentar o interesse no assunto por parte do público e ao mesmo tempo incentivar discussões sobre os principais desafios da instituição em relação à gestão documental, descrição arquivística e tecnologia digital.

Memórias Reveladas – O APA uniu-se ao governo federal, por meio do Arquivo Nacional, para implantação de uma política pública de integração em rede de acervos e instituições, viabilizando o cumprimento de requisito constitucional de acesso à informação a serviço da cidadania, através do projeto “Memórias Reveladas — Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil, 1964-1985”.

O projeto tem como objetivo central criar e implantar um banco de informações sobre as lutas políticas no Brasil entre os anos de 1960 e 1980, com a utilização de material disponibilizado por cada Arquivo selecionado para participar do projeto. Em decorrência desse projeto, em 2008, o APA realizou o Seminário Memórias Reveladas: Lutas Políticas em Alagoas, quando foi oficializado o recebimento de acervos referentes ao Estado na época da ditadura militar.

Para o secretário Álvaro Machado, a participação no projeto representa um passo importante na reestruturação do Arquivo Público de Alagoas. “Ganhamos credibilidade e apoio para sensibilizar gestores de instituições, bem como pessoas físicas, para reforçar o processo de transferências e doações de acervos relativos ao período das lutas políticas”, destacou;

De acordo com o diretor do Arquivo Público, Geraldo da Silva Filho, “é a primeira vez que Alagoas participa de um projeto nacional, em 46 anos de existência”.

Em decorrência das ações estruturantes do Arquivo Público a sociedade tem dado como resposta uma maior procura à instituição. Para aperfeiçoar o atendimento, funcionários do APA participaram de um curso de Libras, para melhor orientar e acompanhar os usuários em suas consultas e pesquisas. Além disso, foi implantando o cadastro de usuários, que disciplina o acesso às consultas e pesquisas e subsidia o levantamento estatístico sobre o acesso ao seu acervo.

por Agência Alagoas
Fonte: Alagoas em Tempo Real

MP ajuiza ação pública contra ex-diretora de Arquivo Municipal

outubro 7, 2008

O Ministério Público de Cachoeira do Sul ajuizou ação civil pública contra a servidora municipal Rosinha Maria Cunha pedindo a sua condenação por improbidade administrativa. Na condição de diretora do Arquivo Histórico Municipal, nomeada pelo Prefeito Marlon Santos, ela queimou documentos históricos, com dano ao erário, sem prévia triagem e cuidados necessários. A ação, firmada pela promotora de Justiça Giani Pohlmann Saad, pede que o erário seja ressarcido, em valor a ser arbitrado pelo Judiciário. Também que seja aplicada multa à servidora.

A QUEIMA

No dia 4 de março de 2005, Rosinha queimou documentos oriundos dos arquivos históricos da Polícia Civil, sem os necessários cuidados de dispensamento, conforme orientações de arquivologia. Na época, ela ocupava o cargo de diretora do Arquivo Histórico e chegou a ser advertida por servidoras mais experientes para que não realizasse a queima.

Conforme o Ministério Público, a funcionária pública “agiu de forma imprudente e imperita, causando lesão ao erário, mediante prejuízo ao patrimônio histórico de Cachoeira do Sul, em face da conduta de dilapidação de documentos com valor histórico”. Acrescenta a Promotora que “a documentação destruída por Rosinha possuía valor histórico, tendo inegável importância como fonte histórica do século passado e como instrumento de pesquisa sobre o modo de vida, os costumes e o comportamento social da época, além de servir de fonte de consulta a servidores policiais”.

Fonte: Rádio Fandango

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