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Empresa responsável por um terço dos filmes produzidos no Brasil entre os anos 40 e 70 terá seu acervo digitalizado

A preservação do acervo da Atlântida, longeva companhia cinematográfica brasileira, ganhou um reforço do governo. Produtora de cinejornais, das famosas chanchadas estreladas por Oscarito e Grande Otelo e de documentários e melodramas, a empresa explorou de 1942 a 1974 vários gêneros e ajudou a popularizar o cinema no país, em um experimento pioneiro e 100% nacional. Talvez essa capacidade de divulgar a arte tenha sido seu maior legado.

Tendo em vista o importante papel da companhia, o Ministério da Cultura resolveu comprar pouco mais de 60 filmes da Atlântida Cinematográfica, que serão entregues à Cinemateca Brasileira, para restauração e digitalização.

Segundo o diretor-geral da Cinemateca, Carlos Magalhães, a expectativa é que até o fim deste ano algumas obras estejam prontas e possam ser consultadas por pesquisadores e exibidas em mostras de cinema. Posteriormente, serão postas à disposição do público.

Além das produções de ficção, há cerca de 27 horas de cinejornais que registram fatos históricos, como o encontro de João Goulart e John Kennedy em 1962, a inauguração de Brasília em 1960, a conquista brasileira da Copa do Mundo de futebol em 1958 e o primeiro documentário sobre a bossa nova feito no país.

Entre as obras de ficção estão a chanchada Nem Sansão, nem Dalila, de 1954 – uma politizada paródia das produções hollywoodianas da época – e também um dos primeiros filmes feitos pelo ator Grande Otelo, Moleque Tião (1943), o primeiro grande sucesso da produtora.

Atlântida Redescoberta

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