Em determinado momento da vida, qualquer pessoas procurará sossego. Por trabalhar demais, cansar-se, investir tempo e energia em alguma missão ou objetivo.

Comumente vemos profissionais que se destacaram procurar uma casa em lugar tranquilo, onde poderá cuidar do seu jardim, ver o tempo passar ou simplesmente não fazer nada! É a ordem natural das coisas – para maioria das pessoas – em todas as áreas de atuação.

A aposentadoria é algo cobiçado. Pra determinadas profissões é artigo de luxo, para outras é algo tão prematuro que gera depressões, doenças e amarguras.

Existem pessoas que são aposentadas sem poder; fraude! Isso se faz almejando uma remuneração não merecida, pois nada fez para tê-la.

Descrevi essas situações, afim de questionar posicionamentos vistos comumente nos profissionais da arquivologia.

Vejo amigos e colegas de carreiras se dedicarem de forma vigorosa e insistente com o objetivo de produzir insumos à área na qual decidiram abraçar. De forma magnífica,

administram acervos destilando suas habilidades e conhecimentos adquiridos na faculdade, pós graduações e experiências profissionais anteriores. Contribuem compartilhando conhecimento!

or outro lado, temos um grupo crescente. Conseguem a cada dia mais simpatizantes e, prosseguem arregimentando mais “seguidores”. Depois de observá-los com cuidado decidi nomeá-los de Arquivistas indiferentes. Indiferentes porque são apáticos; não se mobilizam por nada… Não defendem causa alguma. Para esses não importa se há algo novo ou algum tema que precisa ser explorado. Seu objetivo é não serem percebidos, escondem-se, até mesmo, de forma infantil. Para eles vale mais um salário garantido todo mês. “Time que está ganhando não se mexe” dizem alguns. Todo esse esforço por motivos variados.

Muitos decidiram que iam entrar no curso de arquivologia, conquistar um trabalho razoável e descansar sobre esses louros velhos de uma fama curta. Outros escolhem a arquivologia por tantas vezes terem suas pretensões no curso de seus sonhos frustradas e, por isso, deliberam que não há necessidade de esforço algum. Há aqueles que, na verdade, escolheram esta área do conhecimento com o objetivo de pendurar um diploma na parede.

Fatalmente, todas as áreas do conhecimento produzem bons e maus profissionais! Isso vai além da missão de professores e instituições de ensino. Tende a extrapolar a necessidade de sua carreira.

Parafraseando o grande ( em tamanho, personalidade e musicalidade ) Tim Maia, eu NÃO quero sossego! Não quero descansar tão cedo e, não deixarei de me manifestar sobre os mais diversos temas que precisam ser tratados e discutidos inerentes a arquivologia. Uma área do conhecimento nova e pouco explorada em nosso país clama por novos ares.

A inquietação na arquivologia, nos dias atuais, é uma necessidade de primeira ordem! A mesma inquietação responsável pelos avanços de tantas outras áreas do conhecimento, produziram inúmeros benefícios a humanidade. Eu NÃO quero sossego nenhum! Desejo buscar o conhecimento que moverá meus amigos e colegas de profissão a novos caminhos. Eu NÃO quero sossego nenhum! Quero ser uma referência para futuros arquivistas que, neste momento, olham pra nós arquivistas formados e esperam ver razões decentes em que possam acreditar e firmar suas reais expectativas. Eu NÃO quero sossego nenhum!

Quero morrer com a sensação de dever cumprido, de não ter fugido da luta por algo melhor a pessoas que eu nem mesmo chegarei a conhecer.

 

Que haja inquietação nos corações dos arquivistas brasileiros!

INCOMODAÇÃO EM NÓS!
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