Estamos na era do primitivismo digital. Tudo que fazemos agora terá um impacto nos registros que serão acessados num futuro. Porém parte dessa história periga se perder em sequência de bits, estruturadas em bytes. Sem leitura num futuro. É a obsolescência tecnológica. Para cuidar dela, usamos técnicas de preservação digital que poderá, daqui a alguns anos, ajudar nossos descendentes a entenderem os dias de hoje.
Acontece que a popularização de gadgets, de aparelhos que propiciam participar dessa era primitiva digital, nos torna grandes geradores de informação orgânica. Um exemplo? Tengadgetho quase 3000 fotos no meu celular. Mais de 10.000 em meu computador. Mais de 1300 no Instagram. 1344 fotos no Facebook. Tudo acumulando-se organicamente. Mas não necessariamente organizadamente. Não sou fotógrafo, registro meus momentos.

Chega um momento em que você dá uma limpa nessas fotos, até para poder ter um espaço melhor na memória cada vez menor dos gadgets. Nessa hora somos arquivistas. Nessa hora fazemos uma avaliação e eliminamos registros desnecessários (aquela foto que tremeu, aquela que você já não acha tão legal…). Aqui também fazemos a classificação dos documentos estabelecendo álbuns temáticos onde encontraremos, quando quisermos, aquela imagem.

Acaba que somos arquivistas de nós mesmos e eliminamos informações desnecessárias, organizamos as que consideramos importantes para a nossa própria história. Hoje muito mais por uma questão de performance de nossas ferramentas do mundo primitivo digital. Quem sabe um dia nos damos conta da necessidade de conviver com essa realidade. Daí teremos cursos de como organizar arquivisticamente as fotos em seu iPhone
E assim seguimos, deixando nosso rastro imagético nesse mundo de impressões registrados em zeros e uns.

No primitivismo digital, somos todos arquivistas.
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