O conceito de serviço especializado de informação é geralmente associado à afiliação à uma instituição de pesquisa e não à atividade da biblioteca ou de centro de documentação em si. Nesse sentido, a missão de um serviço especializado de informação é ser uma atividade que apoia o desenvolvimento científico ou social, onde agrega recursos e serviços de pesquisa e disponibiliza produtos para a comunidade de pesquisadores. Além disso, uma serviço especializado de informação estimula intercâmbio e a criação de conhecimento, é sua função associada a qualquer contexto institucional.

O serviço de informação especializado está à mercê de impactos e perspectivas, como mudanças no ambiente organizacional provocadas por fatores externos e as respostas que estão sendo dadas a essas mudanças. Há um grande esforço das bibliotecas especializadas em rever mudanças e influências nos ambientes e preservar a memória científica da área. Aqui há uma associação necessária entre a especialidade e o universo científico.

Esta especialização pode ser caracterizada como apoio a atividades científicas e de pesquisa e portanto para avançar o conhecimento tem que haver o movimento de hipóteses aprovadas ou refutadas. Portanto, a estrutura do serviço de informação deve servir-se ao papel de agente de inteligência competitiva (mapeando a concorrência), além de observar restrições orçamentárias e receber o impacto da transformação da educação e da busca de conhecimento em negócio, estando no meio da tensão entre modelo acadêmico e modelo de negócios.

Novas tendências impactam na estrutura dos serviços de informação, tanto em infraestrutura física como em novas demandas por tecnologias com curto ciclo de vida. A transformação tecnológica chegou rápida, é o caso do e-science, e-research, e cyber-infraestucture, alicerçadas em novas demandas por parte dos usuários. E novas ferramentas como Big Data e compartilhamento de dados institucionais (web 3.0) também alteram as atuações dos serviços de informação.

O serviço de informação especializado também tem que se estruturar para ter capacidade de armazenamento e coleta de dados do ambiente, de processos e atividades, de fenômenos naturais e sociais para abastecer novo perfil de usuário. Além de prever o uso e reuso colaborativo de dados, o que abre oportunidades de trabalho interdisciplinar e surgimento de novas disciplinas.

Quanto a aquisições e coleções, há necessidade de considerar diferentes estratégias de obtenção na realidade digital. Considerar adquirição de itens ou de direitos de acesso? Surge neste cenário os consórcios para aquisição e para empréstimos interbibliotecas, as novas realidades de compra de direitos e empréstimos de e-books. São novos problemas de armazenamento, organização e preservação. Ampliam-se os desafios de catalogação, com itens e links, de produção de metadados, visando acesso a diferentes fontes de recursos, de acesso livre e repositórios institucionais.

Se desenha, portanto, à gestão dos serviços de informação, desafios gerenciais e novas ferramentas: convencer a instituição da capacidade de empreender mudanças organizacionais (modelos de colaboração e parcerias internas e externas) e os desafios para oferecimentos de instrumental de pesquisa concomitante à disponibilização do acervo para exploração pelo usuário num processo de mediação digital. São novos desafios para estudo de necessidade de usuários e para o planejamento de cenários prospectivos.

Pensando num serviço de informação

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